Descubra como fazer a gestão do fluxo de caixa de maneira efetiva

Um empreendedor que não sabe exatamente o que entra e o que sai de dinheiro do seu caixa simplesmente fica impossibilitado de controlar adequadamente as finanças da sua empresa. O mapeamento das receitas e despesas é algo básico e indispensável para uma administração eficiente. Isso porque a gestão de fluxo de caixa, quando feita corretamente, fornece uma base de dados extremamente relevante para apoiar a tomada de decisões.

O empresário que realiza o fluxo de caixa consegue visualizar de maneira ampla como anda a saúde financeira do negócio. Isso significa identificar, por exemplo, que um determinado mês com potencial para excelentes números de faturamento, na verdade, produziu ganhos quase similares aos gastos.

Por essa razão, vamos explicar para você quais são as melhores práticas para gerenciar seu fluxo de caixa da melhor forma. Confira!

Entenda os diferentes tipos de fluxo de caixa

O primeiro passo para uma gestão de fluxo de caixa efetiva é conhecer quais são os tipos existentes. Veja:

Projetado

O fluxo de caixa projetado tem como objetivo, justamente, projetar as quantias que a empresa tem a receber e a pagar. Com ele, é possível prever a necessidade de capital de giro, o quanto o negócio pode vender, as receitas e despesas, a provisão de recursos para investimentos, entre outros pontos.

Para elaborar esse tipo de fluxo de caixa, você precisa considerar o histórico da organização, as tendências do mercado e cenários esperados para inflação e oscilações no custo dos insumos e demais despesas, como transporte, manutenção etc.

Operacional

O fluxo de caixa operacional representa o registro das transações financeiras que estão relacionadas exclusivamente à operação do empreendimento, como a compra de material. Aqui, você não deve considerar rendimentos de ativos, impostos, aquisição de imobilizados, entre outros gastos que não pertencem à operação.

Direto

O fluxo de caixa direto é parecido com o operacional. Mas, nesse caso, deve-se incluir os tributos, investimentos e a necessidade de capital de giro. Esse tipo faz o registro das operações financeiras sem nenhum desconto. Isto é, todas as movimentações são anotadas com o seu valor bruto, para que sirva como uma forma mais completa de controlar as finanças.

Indireto

Já o fluxo de caixa indireto diz respeito ao lucro e prejuízo apontados na Demonstração de Resultado do Exercício (DRE). Sua atualização é baseada em fatores econômicos, como amortizações e depreciações.

De investimentos

Depois que todos os gastos e custos da organização forem deduzidos, a quantia que sobra é usada para compor o fluxo de caixa de investimentos. Ele deve considerar o dinheiro que foi utilizado com a compra de máquinas, gastos de capital e o que entrou na conta pela venda de ativos. Analisar esses números possibilita enxergar mais claramente se sobrarão recursos para investir.

Livre

O fluxo de caixa livre é referente ao que sobra no caixa após as deduções e os pagamentos contábeis. Se você precisa fazer qualquer tipo de estimativa financeira ou valorar uma empresa, essa é a melhor maneira, visto que esse tipo de fluxo de caixa mostra a capacidade que o negócio tem quanto à distribuição de dividendos. Ele mede o potencial da organização em gerar capital em longo, médio e curto prazo.

Separe categorias

Para compreender exatamente como o dinheiro da sua empresa está sendo gasto e de onde estão vindo as receitas, você precisa dividir os lançamentos do seu fluxo de caixa em categorias. Atente-se apenas ao fato de que essa categorização precisa ser pertinente ao seu tipo de negócio, sendo que o objetivo da divisão é gerar informação relevante para a tomada de decisão.

Algumas categorias básicas são:

  • receitas/entradas;
  • custos;
  • despesas;
  • investimentos;
  • financiamentos.

Cadastre as contas a pagar e a receber

Depois de estruturar as categorias do seu fluxo de caixa, chegou a hora de cadastrar todas as contas a pagar e a receber. Se você acha que aquelas despesas de menor valor não precisam ser registradas, pois são muito pequenas e não farão diferença, está muito enganado.

O resultado do seu fluxo de caixa precisa bater exatamente com o saldo da sua conta corrente empresarial. Por isso, nada pode ficar de fora. Além do mais, esses pequenos gastos somados podem representar um valor considerável no final do mês. Só com o mapeamento correto você será capaz de perceber se isso está ou não acontecendo. A mesma coisa serve para as vendas.

Crie uma rotina

Para que você não deixe de fazer esse monitoramento e registro de todas as transações financeiras do seu empreendimento, nossa dica é criar uma rotina para a tarefa. Pode ser todos os dias pela manhã, ou no final do expediente. Dependendo do volume de movimentação do seu caixa, você pode até fazer isso a cada dois dias. Avalie a sua rotina e inclua essa atividade nos seus afazeres.

Analise resultados

De nada adianta se empenhar na estruturação e anotações do seu fluxo de caixa se não parar para analisar os resultados obtidos. Afinal, você conhece o seu negócio melhor do que ninguém. Por isso, é a pessoa ideal para estudar e interpretar o que aqueles números querem dizer.

Você pode perceber que precisa reduzir gastos, ou que a venda de um determinado produto ou serviço está indo melhor do que esperava e, portanto, deve investir em mais divulgação para aproveitar o bom desempenho.

Conte com aplicativos para ajudar

Quando você opta por utilizar aplicativos para o mapeamento dos pagamentos empresariais, ganha produtividade nas suas atividades diárias estratégicas.

Ser um pequeno empreendedor não é fácil, pois sobra trabalho e falta mão de obra. Por isso, é preciso otimizar seu tempo e automatizar tudo o que for possível. Só assim você conseguirá focar no planejamento estratégico do seu negócio.

A gestão de fluxo de caixa é responsável por auxiliar o desenvolvimento da sua empresa, mostrando como está a saúde financeira da organização e embasando decisões mais acertadas.

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